segunda-feira, 19 de maio de 2008

ventos

estava gostando do jogo
um sentimento bêbado
que me ajudava a voar
acreditando em dúvidas
resolvi esperar
naquela esquina comprando sono
paguei pra ver bem mais
do que podia enxergar
afaste-me com sua ausência
na falta de um conselho
deixo seus olhos de vidro quebrarem
antes de entrarmos no palácio
esqueço, rasgo, incinero
com medo não se conquista o trono
adeus, adeus, adeus
até que o amor
supere os cem anos de solidão.

juventude sônica

seu gosto não vai evaporar tão fácil
nos cantos da cidade homens vendem
mulheres emprestam
isso te agrada tanto quanto dinheiro

senti o pressagio do amor
e o medo da surpresa
escondido recarrego minhas esperanças
vou lhe dar uma estrela
pra você não ficar no escuro
nem dormir com uma arma
isso pode estourar seu coração
vamos pra um lugar seguro
destruir nossos pesadelos

juventude é tudo o que temos
não se corte nos cacos do passado
logo ganhará um espírito novo
quente como fogo
para livrar o seu corpo do frio.