alugo um devaneio em Copacabana
da sacada, av. Barata Ribeiro
seu jardim de postes e luminárias
sem vagalumes, nem borboletas
pão de açucar que nunca derrete
cristo de olhos baixos
braços abertos que nunca abraçam
mãos estendidas sem compromisso com nada
sobre seu sólo infecundo
aumentam as poças d'água
se minha alma não tivesse dono
vendia ao primeiro comprador
Rio de difícil navegação
se eu não soubesse voar
me afogaria no verde mar solidão
desses dias em que me tira o sol
dando apenas sua noite como única refeição.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
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