segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

março

não tenho culpa se minha mente fala comigo
em algumas noites como flores
em outros dias mastigo vidro
não tenho culpa se minha mente fala comigo

rodeado de certezas que serão dúvidas
as quais levarei pelo resto da vida
não tenho culpa se minha mente fala comigo

boa-sorte respingada de uma boca maldita
sim, você sabe do que eu preciso
não tenho culpa se minha mente fala comigo

então separe alguma coisa pra eu
destruir o que estou sentindo
não tenho culpa se minha mente fala comigo

quero ficar alto
até tocar um teto bendito
não tenho culpa se minha mente fala comigo

você me chama de louco, mas não quero ouvir isso
você não sabe o que se passa comigo.

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