segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

o banquete do senhor amarelo


meu banquete
carniça e lixo
que como em talheres de ouro
mastigo todo o verme
bebo todo o vinho da melhor safra
sinto-me embriagado de horror e poesia
meu único convidado é um mendigo
sorrindo sem dentes no outro extremo da mesa

todos que pela sala passam
recusam nossa comida
ignoram nossas profecias
mas roubam os talheres.

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